Acção de Formação a Distância PROF2000
AF-18 - 2003

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Círculo de Estudos
Episódios da História da Matemática na Antiga Grécia:
Trissecção do Ângulo e Duplicação do Cubo

Formando
António Manuel Marques do Amaral
 E-mail: amma@mail.prof2000.pt
    
Página pessoal: http://www.prof2000.pt/users/amma



Resolução de Trabalho 2

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Quadrado da Soma e Elementos II.4
Trabalho 2


|Álgebra Geométrica dos Gregos| |Elementos II.4| |Quadrado da Soma|

 

Álgebra Geométrica dos Gregos

 

Os números

 

No texto 4 - Matemática na Grécia Antiga - o formador, José Miguel Sousa, escreveu:

O raciocínio matemático dos gregos baseava-se, quase unicamente, nas formas e figuras geométricas. Um segmento de recta representava também o seu próprio comprimento; o produto de dois segmentos de recta representava uma área rectangular; o produto de três segmentos de recta representava um volume paralelepipédico. Isto é, efectuavam as operações aritméticas através das construções geométricas, por exemplo, se x e y representavam dois segmentos, então xy era a área do rectângulo de lados x e y.

Consultado os Elementos, na versão de Joyce,  podemos verificar que os Livros relativos à teoria dos números são os Livros VII, VIII e IX. O Livro VII começa com as 22 definições que são utilizadas nesses livros. A seguir, transcrevem-se 5 dessas definições, que começam por consubstanciar a afirmação acima escrita:

Euclid's Elements
Book VII
Definitions 15 through 19

Def. 15. A number is said to multiply a number when that which is multiplied is added to itself as many times as there are units in the other.

Def. 16. And, when two numbers having multiplied one another make some number, the number so produced be called plane, and its sides are the numbers which have multiplied one another.

Def. 17. And, when three numbers having multiplied one another make some number, the number so produced be called solid, and its sides are the numbers which have multiplied one another.

Def. 18. A square number is equal multiplied by equal, or a number which is contained by two equal numbers.

Def. 19. And a cube is equal multiplied by equal and again by equal, or a number which is contained by three equal numbers.

 

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Números figurados Guia (Def.15) do Livro VII, de Joyce

 

   

 

Observe-se que Euclides não define a adição e a subtracção. Aquelas operações são supostas ser compreendidas. Mas a multiplicação e a proporção (VII.Def.20) são definidas. A definição 15 define a multiplicação em termos da adição como um tipo de composição. Por exemplo, se 3 é multiplicado por 6, dado que 6 é 1+1+1+1+1+1, consequentemente, 3 multiplicado por 6 é 3+3+3+3+3+3. A primeira proposição relativa à multiplicação é VII.16 que afirma que a multiplicação é comutativa. Para o exemplo acima, diria que 3 multiplicado por 6 é igual a 6 multiplicado por 3, que é 6+6+6. 

 

  Números figurados  

Embora Euclides nunca indicasse números excepto como linhas, os Pitagóricos antes dele fizeram-no, indicando números como figuras. As figuras eram de várias formas, tais como triângulos, quadrados, e assim por diante. As definições 16 a 19 tratam de números figurados, mas sem as figuras. Euclides define um número plano como um número que é o produto de dois números. É de recordar que para Euclides, 1 é a unidade, não um número, por isso um número primo não é um número plano, mesmo que seja um produto de 1 e ele próprio.

Os números planos são os números compostos. Cada número composto pode ser um número plano em ao menos uma forma única, mas na maioria das vezes em mais do que uma forma. Por exemplo, 16 pode ser visto como um número plano com lados 2 e 8 ou com lados 4 e 4, isto é, como um número quadrado. Os números planos podem ser representados como configurações rectangulares de pontos. Alternativamente, estes números rectangulares podem ser indicados como uma configuração de quadrados. Mas muitos dos outros números figurados, tais como os números triangulares, apenas podem ser representados facilmente por pontos.
A definição 18 define números sólidos. Para o exemplo acima, se 18 for representado como 3 vezes 3 vezes 2, é dado então como um número sólido com três lados 3, 3, e 2. Os números sólidos podem ser representados como uma configuração de pontos ou de cubos a três dimensões. Naturalmente, alguns números, tais como 64, podem ser simultaneamente quadrados e cubos.
Do Guia (Def.15) do Livro VII, de Joyce

 

 


     
 

Álgebra geométrica

 

Comecemos por ler este interessante extracto do matemático Francisco Gomes Teixeira, retirado da Introdução de HISTÓRIA DAS MATEMÁTICAS EM PORTUGAL.

No que respeita às Matemáticas, cuja fundação constitue a mais sólida glória do povo helénico, legou-nos êle a Aritmética, a Álgebra, a Geometria, a Mecânica e a Astronomia, e os trabalhos que sôbre estas ciências nos deixou, são, pela finura da arte e pelos primores de imaginação a Ilíada de tais ciências; e são ainda, pela essência, a base em que assentou o que depois se escreveu sôbre elas.
Com as palavras célebres: Deus fêz o Mundo por conta, pêso e medida, pôs Salomão um problema imenso que os Gregos começaram a estudar sistemàticamente, criando a ciência dos números. Abriu-a Tales de Mileto; continuaram-na Pitágoras e Platão, que proclamou a sua importância, escrevendo à porta da sua Escola: aqui não entra quem não fôr geómetra; desenvolveu-a Eudoxo de Cnido; fizeram-na brilhar com esplendor Euclides, Archimedes, Apolónio, Diofante e Papo; aplicaram-na com engenho Hiparco, Herão e Ptolomeu.
É bom notar, antes de prosseguir, que a fundação da ciência dos números tinha sido preparada principalmente por sacerdotes do Egipto e da Caldêa com factos e regras aritméticas e com medidas geométricas e astronómicas, que conhecemos por meio de documentos antigos e de particularidades arquitectónicas dos monumentos que construiram. Esta Matemática empírica foi a alvorada da Matemática teórica que depois nasceu.
Encanta o espírito recordar o que há de grande e belo nos teoremas, hipóteses e teorias da ciência dos Helenos e é isto mesmo necessário a quem quiser apreciar como, continuando a sua obra, se subiu das doutrinas dos gigantes da ciência antiga às dos gigantes da ciência moderna, das doutrinas de Euclides, Apolónio e Diofante às de Viete, Descartes, Pascal e Fermat, das doutrinas de Híparco e Ptolomeu às de Copernico e Kepler, das doutrinas de Aristóteles, Archimedes e Herão às de Galileu, Huigens, Leibniz e Newton ligando assim o período áureo da ciência do passado ao famoso século XVII, o período áureo da ciência moderna.
Enumeremos pois aqui as obras dos matemáticos e físicos helénicos que mais influência tiveram sôbre a ciência dos povos que vieram depois, e lhe serviram de fundamento.

Recordemos em primeiro lugar os Elementos de Geometria de Euclides, reünião sistemática das proposições sôbre esta ciência que no seu tempo se conheciam e de outras que êle próprio inventou; obra admirada pelos matemáticos e filósofos de todos os países e de todos os tempos pela pureza do estilo geométrico e pela concisão luminosa da forma; modêlo lógico para tôdas as ciências físicas pelo rigor das demonstrações e pela maneira como são postas as bases da Geometria em conceitos fundamentais, apresentados sob o nome de definições, axiomas e postulados.
Nesta mesma obra aparece, sob forma geométrica, a origem da Álgebra, com a resolução das equações do segundo grau. É bem sabido que os antigos matemáticos gregos, tendo a noção de grandeza incomensurável, mas não tendo a noção correspondente de número irracional, constituiram a Matemática sob forma geométrica, considerando em vez de números, segmentos de recta, para assim abrangerem nas suas teorias as grandezas comensuráveis, e portanto os números racionais e as grandezas incomensuráveis.
As últimas páginas do livro segundo dos Elementos do grande lógico de Alexandria contêm, com efeito, os teoremas necessários para a construção das raizes das equações do segundo grau definidas geomètricamente. Foram estes os primeiros vagidos da Álgebra, que depois, tomando forma algarítmica e crescendo mais e mais, levou nas suas asas às alturas, em vôos soberbos, a Geometria, a mãe que a criara.


Fonte:
http://www.mat.uc.pt/~jaimecs/livrogt/intro.html#As%20Matematicas%20na%20Antiguidade

 

O Livro II apresenta catorze proposições que lidam com transformações de áreas e com a álgebra geométrica da escola pitagórica, que inclui os equivalentes geométricos de muitas identidades algébricas. A matéria apresentada no Livro II é chamada geralmente "álgebra geométrica". As suas primeiras dez proposições podem facilmente ser interpretadas na notação algébrica moderna. Naturalmente, que ao fazer assim o sabor geométrico das proposções é perdido. Todavia, expondo-as na forma algébrica pode ajudar a compreendê-las. As equações são todas equações quadráticas, dado que a geometria é geometria plana.

Segundo Joyce, podemos sintetizar as 14 proposições desde livro desta forma:


Proposição Interpretação algébrica moderna
II.1.

Se y = y1 + y2 + ... + yn, então xy = x y1 + x y2 + ... + x yn.

II.2.

Se x = y + z, então x2 = xy + xz.

II.3.

Se x = y + z, então xy = yz + y2.

II.4.

Se x = y + z, então x2 = y2 + z2 + 2yz.

II.5 e II.6.

(y + z) (y – z) + z2 = y2.

II.7.

Se x = y + z, então x2 + z2 = 2xz + y2.

II.8.

Se x = y + z, então 4xy + z2 = (x + y)2.

II.9 e II.10.

(y + z)2 + (y – z)2 = 2 (y2 + z2).

II.11.

Corta uma linha em duas partes, que resolve geometricamente
a equação a (a – x) = x2 .

 II.12 e II.13

São reconhecidas como formas geométricas da lei dos cosenos,
que é uma generalização de I.47 (Teorema de Pitágoras).

II.14

Constrói um quadrado igual a uma figura rectilínea, completando
a teoria de áreas iniciada no Livro I.

 

   

 



(Versão digital)

 


Gomes Teixeira
(1851-1933)

 

 

 

 

Ilustrações das primeiras proposições do Livro II, Edição de Byrne

 

 


     
 

HISTÓRIA DA ÁLGEBRA

     


 

O portal brasileiro Só Matemática, na secção Material de Apoio > História de Matemática, inclui uma visão geral sobre a História da Álgebra, onde refere a álgebra geométrica grega.
É uma adaptação dessa mesma referência, onde se apontam algumas razões para este tipo de formulação geométrica, que se deixa aqui registada:

 

Álgebra geométrica grega

A álgebra grega conforme foi formulada pelos pitagóricos e por Euclides era geométrica. Por exemplo, o que nós escrevemos como (a+b)2 = a2 + 2ab + b2 era concebido pelos gregos em termos do diagrama apresentado na Figura 1 e era curiosamente enunciado por Euclides em Elementos, livro II, proposição 4. Somos tentados a dizer que, para os gregos da época de Euclides, a2 era realmente um quadrado.

Não há dúvida de que os pitagóricos conheciam bem a álgebra babilónica e, de fato, seguiam os métodos-padrão babilónios de resolução de equações. Euclides deixou registrados esses resultados pitagóricos. Para ilustrá-lo, escolhemos o teorema correspondente ao problema babilónio: Comprimento, largura. Multipliquei comprimento por largura, obtendo assim a área: 252. Somei comprimento e largura: 32. Pede-se: comprimento e largura. [1]

 Do livro VI dos Elementos, temos a proposição 28 (uma versão simplificada):

Dada uma linha recta AB [isto é, x+y=k], construir ao longo dessa linha um rectângulo com uma dada área [xy = P], admitindo que o rectângulo "fique aquém" em AB por uma quantidade "preenchida" por outro rectângulo [o quadrado BF na Figura 2], semelhante a um dado rectângulo [que aqui nós admitimos ser qualquer quadrado].

Na solução desta construção solicitada (Fig.2) o trabalho de Euclides é quase exactamente paralelo à solução babilónica do problema equivalente.[2]

É de facto notável que a maior parte dos problemas-padrão babilónicos tenham sido "refeitos" desse modo por Euclides. Mas por quê? O que levou os gregos a darem à sua álgebra esta formulação desajeitada? A resposta é básica: eles tinham dificuldades conceituais com fracções e números irracionais.

Mesmo que os matemáticos gregos fossem capazes de contornar as fracções, tratando-as como razões de inteiros, eles tinham dificuldades insuperáveis com números como a raiz quadrada de 2, por exemplo. Lembramos o "escândalo lógico" dos pitagóricos quando descobriram que a diagonal de um quadrado unitário é incomensurável com o lado (ou seja, diag/lado é diferente da razão de dois inteiros).

Assim, foi seu estrito rigor matemático que os forçou a usar um conjunto de segmentos de recta como domínio conveniente de elementos. Pois, ainda que raiz quadrada de 2 não possa ser expresso em termos de inteiros ou suas razões, pode ser representado como um segmento de recta que é precisamente a diagonal do quadrado unitário. Talvez não seja apenas um gracejo dizer que o contínuo linear era literalmente linear.

De passagem devemos mencionar Apolónio (c. 225 a.C.), que aplicou métodos geométricos ao estudo das secções cónicas. De facto, seu grande tratado Secções cónicas contém mais geometria analítica das cónicas - toda fraseada em terminologia geométrica - do que os cursos universitários de hoje.

A matemática grega deu uma parada brusca. A ocupação romana tinha começado, e não encorajava a erudição matemática, ainda que estimulasse alguns outros ramos da cultura grega. Devido ao estilo pesado da álgebra geométrica, esta não poderia sobreviver somente na tradição escrita; necessitava de um meio de comunicação vivo, oral. Era possível seguir o fluxo de ideias desde que um instrutor apontasse para diagramas e explicasse; mas as escolas de instrução directa não sobreviveram.

 

Adaptado de Álgebra Geométrica Grega, HISTÓRIA DA ÁLGEBRA (uma visão geral)
http://www.somatematica.com.br/algebra.phtml

 

   



HISTÓRIA DA ÁLGEBRA
(uma visão geral)

Fonte: Tópicos de História da Matemática - John K. Baumgart

  • Equações algébricas e notação
  • Álgebra no Egito
  • Álgebra geométrica grega
  • Álgebra na Europa

 

Figura1.jpg (4336 bytes)

Figura2.jpg (11574 bytes)

[1]
Ver Equações quadráticas na antiga Babilónia, no ponto 3 de EQUAÇÕES DO 2º GRAU ou EQUAÇÕES QUADRÁTICAS (um pouco da sua história), JOSÉ MORGADO, Centro de Matemática, Universidade do Porto.

 [2]
Conforme indicado por T.L.Heath / EUCLID: II, 263/, os passos são os seguintes:

Bissecte AB em M: k/2
Construa o quadrado MBCD: (k/2)2
Usando VI, 25, construa o quadrado DEFG com área igual ao excesso de MBCD sobre a área dada P: t2 = (k/2)2 - P
Então é claro que y = (k/2) - t

Como fazia frequentemente, Euclides deixou o outro caso para o estudante - neste caso, x=(k/2)+t, o que Euclides certamente percebeu mas não formulou.

 

 

 

Elementos II.4

 

Desenvolvimento do quadrado
de uma soma

 
 

Pediu-nos o formador que procurássemos nos Elementos de Euclides a proposição correspondente ao desenvolvimento do quadrado de uma soma:

(a + b)2 = a2 + 2ab + b2

Parece que a tarefa está cumprida. Dado que a expressão anterior é equivalente a

x2 = a2 + b2 + 2ab, com x = a+ b

considerando a secção prévia, a indicação de Joyce transporta-nos até Elementos II.4:

Se uma linha recta é dividida em duas partes quaisquer, o quadrado sobre a linha toda iguala os quadrados sobre as duas partes, junto com duas vezes o rectângulo que as partes contêm.

De seguida, vamos confirmar que, de facto, assim é.

 

   


 

 
     
 

Segundo Joyce

 
 
Let the straight line AB be cut at random at C.
I say that the square on AB equals the sum of the squares on AC and CB plus twice the rectangle AC by CB.
Describe the square ADEB on AB. Join BD. Draw CF through C parallel to either AD or EB, and draw HK through G parallel to either AB or DE. I.46
I.31
Then, since CF is parallel to AD, and BD falls on them, the exterior angle CGB equals the interior and opposite angle ADB. I.29
But the angle ADB equals the angle ABD, since the side BA also equals AD. Therefore the angle CGB also equals the angle GBC, so that the side BC also equals the side CG. I.5
I.6
But CB equals GK, and CG to KB. Therefore GK also equals KB. Therefore CGKB is equilateral. I.34
I say next that it is also right-angled.
Since CG is parallel to BK, the sum of the angles KBC and GCB equals two right angles. I.29
But the angle KBC is right. Therefore the angle BCG is also right, so that the opposite angles CGK and GKB are also right. I.34
Therefore CGKB is right-angled, and it was also proved equilateral, therefore it is a square, and it is described on CB.
For the same reason HF is also a square, and it is described on HG, that is AC. Therefore the squares HF and KC are the squares on AC and CB. I.34
Now, since AG equals GE, and AG is the rectangle AC by CB, for GC equals CB, therefore GE also equals the rectangle AC by CB. Therefore the sum of AG and GE equals twice the rectangle AC by CB. I.43
But the squares HF and CK are also the squares on AC and CB, therefore the sum of the four figures HF, CK, AG, and GE equals the sum of the squares on AC and CB plus twice the rectangle AC by CB.
But HF, CK, AG, and GE are the whole ADEB, which is the square on AB.
Therefore the square on AB equals the the sum of the squares on AC and CB plus twice the rectangle AC by CB.
Therefore if a straight line is cut at random, the square on the whole equals the squares on the segments plus twice the rectangle contained by the segments.
Q.E.D.

 

 

 

Euclid's Elements
Book II

Proposition 4

If a straight line is cut at random, then the square on the whole equals the sum of the squares on the segments plus twice the rectangle contained by the segments.

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Segundo Byrne

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 


     

 

Quadrado da Soma

 

O pedido

 
 

Para este trabalho, o formador formulou o seguinte desafio:

No programa de Matemática para o 8º ano do ensino básico, um dos conteúdos do tema equações refere-se aos casos notáveis da multiplicação de binómios.   Em alguns manuais escolares encontramos uma apenas uma "interpretação geométrica destes resultados", isto é, uma "imagem" de um resultado algébrico.
     É usual ouvirmos os professores de matemática, a leccionar turmas do ensino secundário, dizerem: "os meus alunos não sabem os casos notáveis da multiplicação".
     Será que a História da Matemática (álgebra geométrica dos gregos) não poderá contribuir para um melhor ensino/aprendizagem destes conteúdos?

     Considere o caso específico do desenvolvimento do quadrado de uma soma:

 .

     i) Procure nos Elementos de Elucides a proposição que lhe corresponde;

    ii) Será possível leccionar este conteúdo à luz da História da Matemática? Se sim (eu acredito que sim!), elabore uma actividade para desenvolver, na sala de aula, com alunos aquando da leccionação do conteúdo acima especificado. Não se esqueça que o "pano de fundo" deverá ser a História da Matemática. Se a sua resposta à pergunta inicial é negativa, explique porque e planifique, a seu critério, o conteúdo programático em causa.

Porque uma resposta negativa seria muito difícil de fundamentar, nada mais me restou que tentar cumprir o pedido, acreditando também que, talvez, uma actividade híbrida, satisfizesse gregos e troianos.

 

   

 

(a+b)2=a2+2ab+b2

 

 

(a+b
)2
=
a2
+

2ab

+
b2

 

 


     
 

Uma actividade a desenvolver na sala de aula

 
 

Assim, no sentido da satisfação do pedido, foi elaborada uma ficha de trabalho sobre o quadrado da soma a desenvolver com alunos do 8.º ano.

Durante a leitura da ficha de trabalho, a observação da sequência das questões colocadas, tanto quanto as sugestões fornecidas aos alunos, permitem ao leitor inferir que houve a preocupação de efectuar uma abordagem pouco habitual do conteúdo, e uma tentativa pensada na sua exploração com alguma ténue luz da História da Matemática. Na parte final, deve também ser sentida alguma intenção algébrica, pois entendo que o conteúdo não ficaria cabalmente explorado se assim não fosse. A novidade, se é que a há, resumir-se-ia apenas à forma pouco tradicional de abordar o conteúdo.

Algumas das actividades a desenvolver carecem de materiais diversos e equipamento informático, pelo que seria desejável realizá-la no Laboratório de Matemática. Aí o trabalho dos alunos pode ser acompanhado de forma próxima, mas também é possível fazer, com eficiência, os esclarecimentos indispensáveis e os pontos de situação globais e sínteses, recorrendo a um projector de vídeo.

Depois de abrir a página da ficha de trabalho, pode ir consultando as diversas sugestões à medida que estas vão sendo postas à disposição dos alunos. Para regressar novamente à página da ficha de trabalho, basta retroceder.

De qualquer forma, aqui ficam as ligações para os dois documentos:

Ficha de Trabalho (HTML) Sugestões
Ficha de Trabalho (PDF)

 

 

 

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Construa um quadrado
com estas 4 peças.

 
     
 

Questões

 
 

Muitas coisas foram pensadas, algumas concretizadas e outras não houve tempo nem disponibilidade para as fazer amadurecer. Mais umas, que na altura achei interessantes, agora delas não tenho mais que uma vaga ideia. Pior ainda, não houve tempo para rever o conteúdo destas páginas, pelo que haverá erros e falhas, certamente, e algumas partes não estarão tão bem quanto se deseja.

Ficará esse trabalho para o leitor, pelo que os reparos (benvindos) serão registados no fórum ou nos logs das próximas sessões.

Termino, deixando eu o primeiro reparo: a questão C é bastante exigente. Deveria ser pensada com mais tempo, por forma a melhorá-la e assim poder obter maior sucesso por parte dos alunos. A ficar assim, apenas o projector de vídeo e o GSP poderão ser os salvadores.

Fica mais algum espaço para outras questões e reparos:

 

 

 

     


     

 

Actualizada em
 22-10-2003